Quando falamos preconceito linguístico, o que nos vem à mente? Preconceito com estrangeiros, estrangeirismos, línguas em minoria de falantes? Não, temos que ver o outro lado, um mais simples e mais próximo de nós: que é o que consideramos de errado, os caipirismos. Essa parcela da população é rotulada com a identidade de burro, ignorantes, indigentes, etc. Mas eles são muito cultos na sua simplicidade. Não impõem palavras bonitas, mas conseguem passar sua mensagem mesmo que com “erres puxados” ou trocas de letras.
Muitas pessoas que não têm um linguajar apropriado e quando escutamos essas pessoas falarem, logo pensamos: é de algum lugar do interior da cidade ou é pobre. Outra palavra é táxi, que é pronúncia como "tachi" pelos mais interioranos. Essa falta da linguagem apropriada é comum, pois isso acontece por falta de estudo, alguns por desinteresse, outros por falta de oportunidade e muitos por conviver com os familiares que também falam assim, que é uma cultura.
Aqui chegamos ao ponto principal: como exigir "cultura", se a maior parte dessa população não tem acesso a ela? Ou, quando tem, não é de qualidade? Nós não precisamos escavar muito para ver esses casos de pessoas que têm até vontade de aprender, mas não tem acesso físico, econômico, social e estrutural de chegar a uma escola. Muitos a deixam para auxiliar os pais na composição da renda per capta da família.
Que fique essa mensagem para nós que várias vezes nos queixamos de ir à escola, pensamos em quem a deseja e não pode tê-la!
Muitas pessoas que não têm um linguajar apropriado e quando escutamos essas pessoas falarem, logo pensamos: é de algum lugar do interior da cidade ou é pobre. Outra palavra é táxi, que é pronúncia como "tachi" pelos mais interioranos. Essa falta da linguagem apropriada é comum, pois isso acontece por falta de estudo, alguns por desinteresse, outros por falta de oportunidade e muitos por conviver com os familiares que também falam assim, que é uma cultura.
Aqui chegamos ao ponto principal: como exigir "cultura", se a maior parte dessa população não tem acesso a ela? Ou, quando tem, não é de qualidade? Nós não precisamos escavar muito para ver esses casos de pessoas que têm até vontade de aprender, mas não tem acesso físico, econômico, social e estrutural de chegar a uma escola. Muitos a deixam para auxiliar os pais na composição da renda per capta da família.
Que fique essa mensagem para nós que várias vezes nos queixamos de ir à escola, pensamos em quem a deseja e não pode tê-la!
Por Thamara Cardoso
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